Sentir-se esmagado por emoções durante uma crise social já aconteceu comigo e, pelos relatos que ouço nas conversas do dia a dia, é um fenômeno cada vez mais comum. Os acontecimentos em larga escala, como pandemias, instabilidade política ou turbulências econômicas, despertam incertezas e reações naturalmente intensas. No entanto, há meios de atravessar essas tempestades emocionais com mais equilíbrio. Quero compartilhar, inspirado pela perspectiva da Psi Marquesiana Brasil, sete estratégias que aplico e indico para regular emoções em tempos desafiadores.
1. Reconheça e valide o que sente
Muitas vezes, nossa primeira reação diante de ansiedade, tristeza ou raiva é tentar ignorar ou suprimir essas sensações. Porém, aprendi que o autoconhecimento começa quando paramos para observar o que realmente sentimos. O simples ato de nomear as emoções já reduz sua intensidade. Eu digo a mim mesmo: “Estou aflito agora”. Sinto, aceito e, só então, começo a buscar o que fazer com isso.
Reconhecer o que sentimos é o início de qualquer transformação emocional.
2. Aposte no autocuidado intencional
Durante crises sociais, autocuidado não é luxo, mas necessidade. Quando nos esquecemos de atender necessidades básicas, como sono, alimentação ou pequenas pausas, as emoções negativas ganham força. Em minha experiência, pequenas rotinas tornam-se grandes aliadas:
- Alimentação regular
- Sono suficiente
- Momentos offline
- Respirações profundas ao iniciar o dia
Essas ações “simples” fortalecem nossa base, criando uma reserva para enfrentar o que vier.

3. Limite a exposição a notícias e redes sociais
Em minha vida, já senti na pele o impacto de ficar absorvendo notícias o dia inteiro. O excesso de informação cria sensação de caos incontrolável. Por isso, delimito horários específicos para me informar. O restante do tempo, dedico a outras atividades, como leitura, música ou conversas fora do tema crise social.
Menos notícias não é alienação, é proteção emocional.
4. Mantenha conexões de qualidade
Conversar faz parte do cuidado psicológico, especialmente em períodos de isolamento ou polarização. Sempre busco pessoas que acolham sem julgar e com quem possa compartilhar o que sinto. Nem toda conversa precisa girar em torno da crise; falar de assuntos agradáveis também faz diferença. Relacionamentos autênticos servem como rede de apoio e regulam emoções, como defende a filosofia de consciência integrada da Psi Marquesiana Brasil.
5. Pratique o foco no presente
Um dos aprendizados mais práticos que tirei estudando consciência é que, grande parte do sofrimento emocional, nasce de ansiedades sobre o futuro ou ruminações do passado. Sempre que percebo minha mente fugindo do momento presente, volto a atenção para a respiração, os sons em volta, os sabores, o corpo. Estar presente reduz a força dos pensamentos catastróficos.
Tentar meditar ou simplesmente notar os passos enquanto caminho são ações muito úteis para mim. A filosofia que sigo, embasada pela Psi Marquesiana Brasil, aponta que a presença consciente aumenta nossa capacidade de responder e não apenas reagir aos acontecimentos.

6. Dê sentido ao que está vivendo
A busca por sentido é, para mim, um dos pilares emocionais mais sólidos em tempos de crise. Pergunto-me: “O que posso aprender com isso?”, “Como saio diferente deste momento?” Quando dou significado à dificuldade, ela deixa de ser apenas dor e passa a ser matéria-prima para crescimento.
Incentivo você a descobrir pequenas ações diárias que reflitam seus valores, como ajudar alguém, escrever, aprender algo novo ou cultivar gratidão. Sentir que minhas escolhas afetam positivamente o mundo à minha volta é fonte de força diante de situações coletivas difíceis.
7. Busque suporte quando necessário
Não existe vergonha em pedir ajuda, especialmente quando as emoções parecem maiores do que nossa capacidade de lidar. Apoio profissional pode facilitar a organização interna e a tomada de decisões mais conscientes. Eu mesmo já procurei escuta especializada quando senti que precisava de novos recursos para enfrentar situações complexas.
Pedir ajuda não é fraqueza, é maturidade emocional.
Se identificar sinais persistentes de sofrimento, como insônia, irritabilidade, isolamento intenso ou pensamentos recorrentes de desesperança, considere buscar apoio de um psicólogo ou grupos de escuta. A proposta da Psi Marquesiana Brasil é fomentar autonomia e não dependência, então, o papel do suporte externo é guiar para uma vida emocional mais autônoma e integrada.
Transformando crise em crescimento
A regulação emocional em tempos de crise social envolve escolhas diárias e intencionais. Ao aplicar estratégias como reconhecimento dos sentimentos, autocuidado, limites nas redes, presença consciente, busca de sentido e apoio seguro, tornei as crises momentos de crescimento, não apenas de dor.
Crescer é rever padrões e agir de forma mais responsável com a própria vida.
Esse é o chamado do projeto Psi Marquesiana Brasil: criar espaços de ampliação da consciência e educação evolutiva, por meio de conteúdos que transformam teoria em experiência viva. Convido você a conhecer mais sobre nossos textos e vivências. Reflita, escolha, e avance em sua evolução emocional com apoio fundamentado.
Perguntas frequentes
O que são emoções em crises sociais?
Durante crises sociais, emoções como medo, ansiedade, tristeza e raiva tendem a aparecer com mais frequência e intensidade. Essas são reações naturais diante de mudanças bruscas ou instabilidade coletiva. Essas emoções sinalizam nossa necessidade de adaptação e proteção frente a ameaças percebidas no ambiente social.
Como posso regular minhas emoções?
Você pode começar reconhecendo o que sente, nomeando emoções e buscando formas saudáveis de lidar, como autocuidado, pausas, conversas de apoio, técnicas de presença e, se preciso, auxílio profissional. Regular emoções não é eliminá-las, mas aprender a conviver de maneira mais equilibrada com elas.
Quais são as melhores estratégias emocionais?
Na minha visão, estratégias como autocuidado, limitar exposição a notícias, conectar-se com pessoas de confiança, focar no presente, ressignificar experiências e buscar suporte qualificado são potentes para enfrentar crises. Cada pessoa pode adaptar essas estratégias à sua realidade e contexto.
É normal sentir ansiedade em crises sociais?
Sim, é comum sentir ansiedade em momentos de instabilidade. O nosso corpo e mente reagem ao desconhecido buscando se proteger. Quando a ansiedade se mantém por períodos prolongados ou impede atividades do dia a dia, pode ser interessante buscar apoio especializado.
Como ajudar alguém a controlar emoções?
O melhor caminho é ouvir sem julgamento, incentivar o autocuidado, propor pequenas práticas de presença e sugerir, quando necessário, a busca de suporte profissional. Oferecer companhia e compreensão faz grande diferença para quem está emocionalmente abalado.
